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Vou pra Maracangalha
Sentinela – Odilon Costa Filho* Juro que vou. A não ser que alguém, ou Deus, nos livre da profecia funesta de Daniela. Sim, aquela que elevaram à condição de Rainha do Axé e hoje divide o trono com inúmeras outras. Seguinte: Assisti atônito a uma entrevista da moça, onde preconizou que o carnaval de Salvador deveria ampliar a chateação e durar nada menos do que 30 dias. Ameaçou a todos com a sugestão de que os ensaios das bandas trio eletrizadas tivessem início exato, trinta dias antes da folia e aqui permanecessem, diariamente, ordenando que os incautos foliões de plantão tirassem seus pés do chão e explodissem em frenéticos gritos dos chatíssimos refrões que imperam nesta época. Postado em 20 Jan 2010 por Sentinelas da Liberdade
Diretora do Ilê Aiyê chama axezeiros de alienados
Sentinela – Antonio Nelson* A diretora do bloco afro baiano Ilê Aiyê, Arany Santana, com veemência, desabafou sobre a cultura do Axé, no último dia 15, durante o café da manhã na apresentação oficial das candidatas a Deusa do Ébano 2010 ao carnaval de Salvador/BA. “Os axezeiros são bandos de alienados. Não fazem nenhum trabalho e campanha social. Só se preocupam com o dinheiro”. Já o fundador do Ilê, Vovô, confessa: “O esquema é muito pesado. A rede Bahia diz que não tem equipe de reportagem para fazer a cobertura dos blocos afros”. Para Vovô, a descentralização do carnaval é uma opção para democratizar a festa. Ele declara que bairros da periferia da cidade, como Liberdade e Cajazeiras devem ter apresentações de artistas como Ivete Sangalo, Daniela Mercury, entre outros. Em resposta à qualidade e ao conteúdo de músicas como Rebolation, da banda Parangolé, pré-eleita a Hit do carnaval baiano deste ano, pela apresentadora e editora-chefe, Patrícia Nobre, do telejornal Bahia Meio Dia, da rede Bahia, afiliada da rede Globo, Vovô finaliza, “são músicas depreciativas. Compare as composições e letras do Ilê”. Postado em 20 Jan 2010 por Sentinelas da Liberdade
Um homem do carnaval
Por Luís Henrique Dias Tavares* Conheci um rapaz que todo carnaval desejava sair de careta sem ser reconhecido. Contudo, era aparecer, gritavam: – Olha o Du. Foi assim da primeira vez, quando colocou uma tenebrosa máscara de morcego. No ano seguinte, sob o maior segredo, saindo de véspera para a casa do amigo que residia mais distante da sua rua, mal surgiu de mandu, um grito de moleques – Olha o Du! – acabou seu carnaval. Numa terceira tentativa, comunicou à cidade que ia passar o carnaval fora, mas foi para o distrito de Onha, de onde veio, de madrugada, disfarçado em boi. Dançava sob o pano de estamparia vistosa, avançando e recuando com a carantonha de papelão, dando de upa e dando de frente. Fazia sucesso. Mas, afinal, descobriram: Postado em 20 Jan 2010 por Sentinelas da Liberdade
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