Bienal da Bahia - A volta dos que não foram

S
entinela - Octaviano Moniz*


Criada numa canetada pelo governador petista Wagner, o decreto vem resgatar historicamente a Bienal da Bahia, fechada em sua segunda edição, no ano de 68, pela Ditadura.

A 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas, denominação oficial daquela que ficou conhecida como a Bienal da Bahia, é aberta ao público em dezembro de 1966, no Convento do Carmo, em Salvador. Promovida por iniciativa conjunta do governo do Estado da Bahia e de artistas locais como Juarez Paraíso (1934), Chico Liberato (1936) e Riolan (1932-1994), a Bienal tem importância destacada na descentralização da atividade artística no país, como também na atualização da arte na Bahia e em toda a Região Nordeste.

Postado em 03 Jan 2010 por Sentinelas da Liberdade

Salvador acorda do Apartheid

Ministério Público da Bahia afirma existência de segregação social no carnaval baiano


Sentinela – Antonio Nelson*


Para Bartolomeu Dias, 54 anos, bacharel em Filosofia pela Universidade Católica de Salvador (Ucsal), coordenador geral e presidente da ONG afro-baiana OMI-DÙDÚ, o carnaval de Salvador representa o grande espetáculo de segregação racial e social, com manifestações racistas e preconceituosas. Os conflitos existentes acerca da posição do negro, especialmente no mês de fevereiro, na capital baiana, estão em constante ebulição. “Morei no Farol da Barra, patrimônio da humanidade e principal cartão postal da cidade, e assisti a pior imagem carnavalesca: as cordas humanas – os cordeiros. Homens e mulheres negras como muros de proteção para os foliões que se divertem dentro da corda, após comprarem os abadás”, declara.
Postado em 31 Dec 2009 por Sentinelas da Liberdade

Vinde a mim os desventurados
Teleanálise


Sentinela - Malu Fontes*

A televisão adora uma tragédia e mais ainda transformá-la em melodrama. Nesta época do ano, juntando-se os fatos estarrecedores que nunca param de acontecer aqui e no mundo ao espírito de porco daqueles que mal podem esperar o Natal para levar a alma a uma lavanderia de consciências sujinhas, tem-se a receita ideal para os corvos existentes tanto do lado de cá da tela da TV quanto dentro dela. Pródiga em tragédias, a realidade brasileira deu neste Natal um combustível e tanto para os corvos televisivos: o drama do menino cujo padrasto, o tipo mais lombrosiano visto na TV nos últimos tempos, enfiou-lhe dezenas de agulhas. Apelidado dramaticamente por segmentos da imprensa baiana de ‘o soldado Márcio’, pode-se dizer que o menino e seu drama não foram objeto de cobertura por parte do telejornalismo, mas de uma transmissão quase ininterrupta.
Postado em 27 Dec 2009 por Sentinelas da Liberdade

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