O triângulo às avessas

Sentinela – Juca Badaró*




Atmosfera de mistério, composta pela iluminação nebulosa e trilha tensa. O preto e o vermelho desconstroem conceitos do cinema noir da década de quarenta. Um cenário perfeito para um crime passional e é assim a primeira cena do Avesso de Eva. As três únicas personagens são apresentadas ao público logo no primeiro ato. Heitor, o débil jovem que desconhece os próprios sentimentos, mas que nutre uma paixão desenfreada por Diana. Ela é a femme fatale sem escrúpulos e cínica que poderia muito bem ser inspirada na personagem de Barbara Stanwyck, em Pacto de Sangue. Diferente da loira da película, Diana é ruiva, infiel e só respeita os instintos do seu desejo. Mercúrio, escritor de romances policiais e amigo de infância de Heitor, é a próxima vítima de Diana. Ela o seduz e se estabelece um tenso triângulo amoroso.

Postado em 13 Jul 2010 por Sentinelas da Liberdade

A prisão dos cachorros

TELEANÁLISE

Sentinela - Malu Fontes*



N
o fim da tarde da última quarta-feira, uma cena insólita era exibida por alguns dos telejornais sensacionalistas nacionais do fim da tarde. Carros de Corpo de Bombeiros, dezenas de viaturas, uma multidão de policiais e um mar de gente aglomeravam-se em frente a uma casa de classe média na cidade de Vespasiano, nas imediações de Belo Horizonte. Os bombeiros e a Polícia estavam no local para, antes de qualquer coisa, apreender uma matilha composta por 10 rottweilers e um vira latas. Os cachorros eram ‘acusados’ de ter devorado, para eliminar provas, após o esquartejamento, o corpo de Eliza Samúdio, amante do goleiro Bruno, do Flamengo, acusado de matá-la para livrar-se da assunção de uma paternidade indesejada de um bebê de quatro meses.

Postado em 13 Jul 2010 por Sentinelas da Liberdade

O país das Vuvuzelas

Por Ney Campello*

A missão técnica que o Governo da Bahia empreendeu na África do Sul, objetivando conhecer e sistematizar a última experiência que antecede a Copa de 2014 resultou em importantes ensinamentos para a organização dos jogos no Brasil.

Mesmo antes de a bola rolar no estádio Soccer City, a cidade de Johanesburgo já se encontrava tomada pelos “bafana bafana”, misturados a povos de todo o planeta, numa festa de cores e som, só comparada ao nosso inigualável carnaval baiano. Ao que parece, precisei sair do Brasil e cruzar o atlântico para ver de perto o meu primeiro CARNA-COPA. O barulho ensurdecedor das vuvuzelas, como um soar dos clarins, associado às coreografias coletivas anunciavam a chegada da primeira jornada esportiva mundial no continente-matriz da ancestralidade humana.
Postado em 04 Jul 2010 por Sentinelas da Liberdade

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