Conexão Roberto D'Ávila com Celso Furtado

Reflexões, memória e homenagem


Sentinela – Antonio Nelson


Minhas meditações de hoje me levaram a excelente entrevista do admirável jornalista Roberto D´Ávila com o economista Celso Furtado. Confira abaixo as preocupações do economista com a classe política brasileira e seu ponto de vista sobre as religiões!


Postado em 24 Jun 2010 por Sentinelas da Liberdade

A face relativa dos mortos

TELEANÁLISE




Sentinela - Malu Fontes*




Como se sabe, todos os gêneros televisivos e jornalísticos, em temporada de Copa do Mundo de Futebol, curvam-se ao tema da bola. Nesse contexto, é impossível que as informações que passam completamente ao largo disso não fiquem submetidas a um escamoteamento. Mas, mesmo nesse período, em que a impressão que se tem é a de que o controle remoto conduz o telespectador sempre para um mesmo canal (tente passar um dia sem ouvir na TV as palavras vuvuzela, Soweto, Bafana Bafana e uma dúzia de outros termos e tire suas conclusões), tamanha a semelhança das pautas, o gosto pela informação é amigo íntimo de um eterno pendor pelo susto e pela infindável capacidade de surpreender-se.
Postado em 14 Jun 2010 por Sentinelas da Liberdade

Salvador envelhecida, o presente do futuro




IBGE projeta que em 2035 já tenhamos uma criança de 0 a 14 anos para um idoso com 65 anos ou mais idade
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Sentinelas – Maísa Amaral e Antonio Nelson*




F
ecundação.
Questão altamente discutível, principalmente quando o assunto é inversão da pirâmide etária brasileira. Na Bahia, a transformação social, principalmente com a urbanização, foi um forte elemento para que mulheres e homens começassem a pensar duas, três ou até mais vezes quando o assunto é ter filhos. O coordenador técnico do Censo Demográfico Unidade Estadual do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na Bahia, Joilson Rodrigues de Souza, que já atua há 29 anos no órgão, em entrevista para o Sentinelas da Liberdade, ressaltou questões relevantes sobre a temática como políticas públicas, taxa de fecundação, preocupação dos jovens com o idoso, entre outros.


Confira a entrevista! Português, Inglês, Espanhol, Francês, Alemão...


Sentinelas da Liberdade – Qual a atual realidade da cidade do Salvador em relação ao processo de envelhecimento?


Joilson Souza – Um tanto atenuado. Salvador é uma cidade metropolitana que recebe um fluxo grande de imigrantes e esses vêem para capital por um objetivo muito específico: estudar, trabalhar, enfim, buscar uma oportunidade de atendimento para demandas não atendidas nos seus locais de origem. Isso faz com que a composição média da população de Salvador tenha mais jovens do que a média do estado como um todo e também no Brasil. Essa juventude que acaba interferindo nas médias faz com que Salvador resista um pouco mais ao modelo de envelhecimento, que no caso particular da Bahia, já é mais intenso do que o que acontece no Brasil, ou seja, hoje nós temos uma taxa de fecundidade próxima de 1.86 filhos por mulher, abaixo da taxa de reposição. Quando a fecundidade chega a esse nível, pode-se considerar que o suprimento de reprodução humana é insuficiente para repor as mortes que ocorrerão indubitavelmente por aqueles que vão alcançando a maturidade. Esse processo combinado com menos expectativa de vida faz com que tenhamos uma população proporcionalmente cada vez mais envelhecida, a ponto de já projetarmos agora, que por volta de 2035 já tenhamos uma criança de 0 a 14 anos para um idoso com 65 anos ou mais idade, ou seja, teremos alcançado o que conceitualmente se chama de grau de envelhecimento da população. O que não pode ser entendido a priori como algo ruim ou bom. A discussão talvez seja o equilíbrio entre essas duas condições. Por tanto, envelhecer, ter uma cota social envelhecida, é positivo porque mostra o como as pessoas têm mantido sua vida com qualidade, por outro lado, quando ela resulta da diminuição dramática da reposição humana, devemos nos preocupar, porque essa pirâmide etária sofre um relativo desequilíbrio, fazendo com o que tenhamos no futuro menos pessoas produtivas e um conjunto maior de pessoas dependentes daquelas produtivas, seriam as crianças e os idosos, embora a tendência agora é que tenhamos mais idosos do que crianças.

Postado em 28 May 2010 por Sentinelas da Liberdade

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