População Negra pede Socorro

Sentinela - Jaqueline Barreto*


Na sociedade contemporânea percebe-se de forma inquestionável uma retomada de valores e premissas eugenistas que ratificam a situação de assepsia social e limpeza étnica. Os jovens negros devido ao seu fenótipo e condição social, representam para o Estado e o aparato policial, elementos indesejáveis que devem ser eliminados do convívio social. Jovem, negro, morador da periferia de Salvador, com idade entre 15 e 29 anos é considerado de antemão como um perigoso em potencial. Através da atuação de grupos de extermínio aliada a um sistema policial intrinsecamente racista está ocorrendo um verdadeiro genocídio da juventude negra na capital baiana.

Salvador, com essas execuções sumárias, está imersa em um processo de constitucionalização da pena de morte.

Postado em 17 Aug 2010 por Sentinelas da Liberdade

Em outros carnavais

Sentinelas – Antonio Nelson Lopes Pereira e Maísa Carvalho Amaral*

Medalha Zumbi dos Palmares

A
ilton dos Santos Ferreira, 52 anos, secretário municipal da Reparação da Cidade do Salvador (Semur) receberá na próxima segunda-feira (17/08) a Medalha Zumbi dos Palmares na Câmara Municipal da capital baiana, às 19 h.
Questionado sobre as contradições sociais do carnaval soteropolitano, desabafa:
“O carnaval de Salvador virou uma indústria. Lembro-me da época em que a diversão da festa era sair desfilando pelas ruas, ao som de machas carnavalescas, com serpentinas e confetes, e sem cordas. Para aqueles que tinham mais condições, a noite era encerrada em clubes soteropolitanos, responsáveis por bailes carnavalescos. Hoje, a pessoa tem que pagar um valor pelo abadá. E tem as cordas como proteção para seguir durante o percurso da festa. Além de camarotes por todos os lados. É uma indústria e não temos como acabar”.

Campo minado

O Sentinelas da Liberdade quer saber: Você é a favor do carnaval de Salvador com cordas?
Sim / Não
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*Texto e foto - Antonio Nelson Lopes Pereira:
“Jornalismo, Política e Economia, Multicultura e Ciberespaço, Fotojornalismo e Cinegrafia”.

Autor e idealizador do site Sentinelas da Liberdade.
Natural do Recife-PE. Na década de 90 assistiu e viveu o surgimento e ascensão da mistura do maracatu com o rock, hip hop e música eletrônica através do movimento Manguebeat, liderado por Chico Science e Nação Zumbi; Fred 04, vocalista do Mundo Livre S/A.

Já foi colaborador da revista Caros Amigos. Atuou na assessoria de imprensa do Pelourinho Cultural. Desde 05 de março de 2001, reside na cidade do Salvador/BA. Cursa Jornalismo na Faculdade Social da Bahia (FSBA) com intuito de desenvolver um jornalismo ético e de interesse público... Jornalismo 24 h.



*Texto e Arte - Maísa Carvalho Amaral:
“A arte de desenvolver um jornalismo ético”. Essa é a minha busca constante.
É editora-chefe do Sentinelas da Liberdade. Natural de Salvador-BA. Jornalista formada pelo Centro Universitário Jorge Amado, atuou na redação do Diário Oficial do Estado da Bahia e na Assessoria de Comunicação da Agerba. Ainda em Assessoria, foi responsável pela comunicação interna e externa da Faculdade Unirb.

Na área de concurso público e Educação, desenvolveu o papel de repórter na Sucursal Nordeste do jornal Folha Dirigida, e posteriormente foi coordenadora de Jornalismo. É também assessora da SECOPA (Secretaria Extraordinária para Assuntos da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014).
Postado em 13 Aug 2010 por Sentinelas da Liberdade

Jornalismo: memória e reflexão

EX-
, O EXTRA APREENDIDO E
MAIS UM



Canteta com Chip: Sentinela - Luis Guilherme Pontes Tavares*



Leia em Inglês, espanhol, italiano, francês...


O entusiasmo e o encantamento apressam-me a falar bem da publicação Ex- (1973-1975), que agrupa numa caixa de papelão semi-forrada de lona preta as edições fac-similadas do jornal alternativo que marcou a história da imprensa brasileira num dos períodos mais difíceis da ditadura militar. O produto (ISBN 978-85-7060-855-0) foi realizado pela Imprensa Oficial de São Paulo (http://www.imprensaoficial.com.br/) em convênio com o Instituto Vladimir Herzog. A publicação pesa cinco quilos e custa R$ 140,00. Se for comprada através do site da Imprensa Oficial (SP), o frete é por conta da editora.

A publicação acrescenta aos números do Ex- (o hífen fazia parte do título do jornal paulista) que circularam entre 1973 e 1975 um encarte com depoimento de jornalistas que atuaram no jornal, o fac-símile do número extra, correspondente ao 17º, com o melhor do que fora publicado nas edições anteriores, que foi apreendido pela polícia política, e o fac-símile do Mais Um, título com que a equipe pretendeu prosseguir a trajetória do Ex- e que, no entanto, foi proibido de seguir adiante.

No encarte há o seguinte texto de apresentação do Ex- (1973-1975):

Postado em 12 Aug 2010 por Sentinelas da Liberdade

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