A insegurança pública e privada na Terra de Todos os Santos

Sentinela - Osvaldo Bastos Neto*


J
á faz muito tempo
que estamos tentando encontrar saídas para o problema da nossa insegurança cotidiana. Jargões soltos ao vento não param de rolar daqui para ali. Bravatas e mais bravatas. Como não há solução à vista, buscamos justificar nosso trágico impasse, jogando tudo na “questão social”.

A idéia de que o Brasil precisa crescer para gerar emprego não poderia ser mais absurda. Na verdade, bastava que as multinacionais, banqueiros e empresários brasileiros aceitassem reduzir apenas um pouco das suas fabulosas margens de lucro para que as coisas melhorassem bastante. Sobraria com certeza, receita para investimento e geração de empregos. Entretanto, nesta terra de aventureiros e de ganho fácil, busca-se sempre explorar as classes trabalhadoras a qualquer preço e depois, quando tudo parece engasgar, joga-se a culpa em Deus ou no “governo”. Esperar que elites como a nossa, façam algo em benefício exclusivamente do povo, é uma piada, na qual, só os inocentes podem acreditar. O mensalão foi apenas uma amostra do problema.
Postado em 21 Apr 2010 por Sentinelas da Liberdade

Será o fim do Armazém Cenográfico?

Sentinela - Gideon Rosa*

E
não é que Memê aprontou mais uma?!
Memê, em seu ódio mortal pela arte, está virado num “mói de coentro”. Com o objetivo agora declarado de acabar com o teatro profissional baiano, ele, finalmente, tirou o acervo do Armazém Cenográfico do Centro de Convenções (onde estava desde 27 de março de 2003) e jogou num galpão na Federação. Lá não há água, instalações sanitárias, o telhado tem goteiras; muito embora haja promessas de recuperação estrutural do espaço. Mas até lá, óbvio, todo o acervo de sete anos estará comprometido. No Centro de Convenções o Armazém Cenográfico tinha iniciado um hábito pouco cultivado na Bahia: construir um depósito de cenários. Isso se faz no mundo inteiro.

Pois bem, há quase um mês que o Armazém Cenográfico foi desastrosamente removido, e, mais uma vez, a grande imprensa silenciou. É como se essa parte de nossa história não tivesse qualquer importância. O Armazém Cenográfico foi uma ideia simples e genial: guardar cenários de peças para que eles pudessem ser reutilizados tanto pelas obras originais assim como por novas produções, usando a velha e boa reciclagem. Isso barateava os custos de nossa pobre produção profissional. Mas Memê já disse que detesta a arte tanto que nem sequer se preocupou com um plano para o setor em quase quatro anos de indigestão. Então resolveu desferir um último e certeiro golpe em todos aqueles que tentavam criar um mercado profissional na Bahia: abandonar o Armazém Cenográfico até que ele fosse expulso do Centro de Convenções, o que finalmente aconteceu.
Postado em 21 Apr 2010 por Sentinelas da Liberdade

A Bahia do presente sente falta de ACM

20/04/2010 - Saiu no A Tarde: 'O carlismo não morreu'


Nos últimos tempos, tenho lido muitos artigos sobre o fim ou não do carlismo. Antes de nos precipitarmos em conclusões superficiais, comuns em anos eleitorais, é preciso entender o que significa essa marca plantada na Bahia há mais de 40 anos. Em primeiro lugar, nenhum cientista, acadêmico ou político batiza uma era sem que essa etapa seja pintada com cores fortes.

Antonio Carlos Magalhães criou o carlismo por suas características pessoais e com as virtudes de líder, de grande político e administrador público, de homem visionário, à frente do seu tempo, que modernizou a Bahia em todos os aspectos.

Postado em 20 Apr 2010 por Sentinelas da Liberdade

<< Anterior 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 Próxima >>