A acolhida portuguesa e o significado da palavra pão de açúcar


Flávia Rosa*



A oportunidade de passar um período estudando no exterior veio um pouco tarde. Mas tem lá suas vantagens. A maturidade, a forma de perceber as coisas, a visão de mundo...

Cá estou em Portugal, na cidade de Braga, cumprindo quatro meses de bolsa sanduíche do doutorado. Viver Portugal tem sido maravilhoso. Um país pequeno, mas diverso na sua paisagem, nos costumes... são vários portugais!
Postado em 24 Feb 2010 por Sentinelas da Liberdade

Crônica dos pa-ra-le-le-pí-pe-dos



Por Enio Moraes Júnior*


P
alavra igual àquela, jamais havia ouvido ou pronunciado. O esforço para soletrá-la, então, desafiava sua inteligência de menino. E se achava inteligente! As professoras insistiam para que ele conseguisse soletrar e depois das aulas com a Anilde, com a Ana e com a Rosângela, conseguiu: pa-ra-le-le-pí-pe-dos. Paralelepípedos. Ufa!

Pouco tempo depois descobriu também que levava um acento no “I” porque era uma palavra pro-pa-ro-xí-to-na. Proparoxítona. Esta já pronunciava com facilidade! Os paralelepípedos o haviam deixado seguro e confiante para o soletramento de palavras novas e, até então, de pronúncia complicada.

Postado em 22 Feb 2010 por Sentinelas da Liberdade

Documentário?


Enquanto adolescente agoniza,
policial filma e dirige a cena


Por Eduardo Santos*

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Quando a realidade parece ficção,
é hora de fazer documentários.


(Frase do spot do programa DOCTV da TVE/BA)

Bairro de Cajazeiras XI, por volta das 22h de quinta-feira (18.02). Bastaria adentrar no estacionamento central da Quadra A para notar que havia algo estranho aquela noite. Tinha um burburinho diferente na rua. Um misto de curiosidade, comoção, sadismo e alívio. É muito estranho ver tanta gente na rua por aqui na primeira quinta-feira pós-Carnaval. Ainda mais a essa hora.

O povo se reunia em torno de uma viatura da Polícia Militar. Alguns metros depois, se percebe o motivo de tanto alarde: uma pessoa estendida, ainda parcialmente encoberta pelos curiosos. Um jovem, nada mais que 17/18 anos. As mãos no peito, e, sobre ele, uma camisa vermelha, que, devido a pouca luminosidade era impossível determinar se era essa sua cor original ou se estava tingida de sangue. Mas era sangue, sim! Não mertiolate, molho de tomate ou qualquer outro artifício cênico.

– O que houve?
Postado em 22 Feb 2010 por Sentinelas da Liberdade

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