

Caneta com Chip - Edição Ao Vivo do Campo Grande na cidade do Salvador/BA.
Sentinela - Luís Guilherme Pontes Tavares*
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São 12 páginas que embebedam. O jornalista Nirlando Beirão, diretor adjunto da revista Brasileiros, é o autor da reportagem “Cachaça” que a revista publicou em janeiro do ano passado. Ele informa que a bebida “já é, em consumo, o terceiro destilado do mundo, perdendo apenas para a vodca e o coreano shoju”. Beirão releva que a Pernod Ricard, “império etílico de origem francesa”, e a Diageo, “a número 1 do mercado mundial” de destilados, estão fabricando cachaça e elevando no exterior o conceito da bebida brasileira.
A reportagem “Cachaça” escrita pelo experiente Nirlando Beirão – ele tem mais de 40 anos de profissão e trabalhou em Veja, IstoÉ, Playboy, Caras, Jornal da Tarde, O Estado de S. Paulo – aponta Leandro Batista da Silva, sommelier do restaurante Mocotó (localizado há mais de 30 anos na Vila Medeiros, na Zona Norte de São Paulo), como o maior especialista em cachaça do Brasil. Leandro crê que a cachaça alcançará em breve o respeito e a admiração de milhões de pessoas. Ele afirma que a bebida “ainda vai ser reconhecida como o mais rico e sofisticado destilado do mundo”.
É o caso, segundo Beirão, da cachaça Leblon, concebida por um grupo de estrangeiros e fabricada desde 2007 em Patos de Minas. Ali, uma velha destilaria foi transformada na Maison Leblon. É o caso, também, da cachaça Janeiro, da Pernod Ricard, que é vendida apenas no exterior. A Diageo, gigante que fabrica o uísque Johnnie Walker, adquiriu recentemente a destilaria da Maria Fulô, em Nova Friburgo (RJ), e lançou uma linha chic de cachaças, cujo top dos tops é a Fulô Ipê, que, conforme Beirão, possui “aromas de sândalo e ameixa, obra assinada pelo mestre cachaceiro Vicente Ribeiro”.
