A primeira impressão da cidade não foi das melhores. Levei uma hora e meia dentro do carro, para ir do aeroporto até o condomínio de casas onde nos hospedamos. Um congestionamento medonho, quase paulistano eu diria!
A cidade estava coberta por uma névoa estranha (não consegui saber se era poluição, ou efeito normal do clima). Congestionamento e névoa. Alguns dirão: mas não é essa a impressão de quem chega a São Paulo?
É verdade. Mas algo mais me incomodou nessas primeiras horas aqui. Talvez uma certa frieza. São Paulo vibra no meio do caos. Não é possível ficar indiferente. Ou você gosta ou você odeia São Paulo. Johannesburg passou-me uma certa frieza nessas primeiras horas...
Talvez sejam os condomínios... Os bairros de classe média e alta são cercados por muros e grades... A gente só circula de carro. Ontem, depois de me instalar no tal condomínio, fui com a equipe da TV comer em Sandton - o distrito financeiro e moderno - da cidade.
O motorista dizia-me orgulhoso: vocês vão conhecer a Nelson Mandela Square. E lá fomos nós. No centro de Sandton, há a tal praça. Na verdade, parece a praça de alimentação de um shopping. Ela é cercada por prédios de escritórios modernos, que tem - no térreo - restaurantes para empresários e turistas estrangeiros. No centro, uma estátua imensa de Mandela.